Educação para o Trabalho

Encontro com coordenadores acadêmicos e dirigentes regionais consolida propostas para a formação de nível superior

O Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) apresentou à comunidade acadêmica brasileira, no dia 6/4, uma proposta inovadora de “Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos Superiores de Tecnologia em Radiologia”, elaborada pela Coordenação Nacional de Educação (Conae) para melhorar a relação entre a educação profissional e o mercado de trabalho na área das técnicas radiológicas.

Durante um dia de seminário, coordenadores acadêmicos das instituições de ensino de todo o país e membros das Coordenações Regionais de Educação (Coreds) tiveram a oportunidade de apresentar críticas ao texto e dar contribuições para a proposta. O professor Paulo Márcio, de Minas Gerais, participou da discussão e acredita que as novas diretrizes vão ajudar a padronizar e qualificar a educação no país. “Tive a oportunidade de vivenciar grandes dificuldades nesta área, ao participar da comissão organizadora do Enad em minha cidade. A falta dessas diretrizes dificulta muito o nosso trabalho e deixa os alunos desorientados. Com certeza, vai melhorar a partir de agora”, acredita.

Presidente da Conae, a Conselheira Federal Silvia Karina disse durante o seminário que resolver a equação entre educação e trabalho é o caminho para solucionar os problemas que mais afetam a categoria. “Hoje em dia, muitos alunos saem dos cursos sem oportunidade de trabalho. Alguns, quando encontram um trabalho, percebem que não estão preparados para exercer a profissão. Precisamos educar para as oportunidades e, assim, diminuir o desemprego”, considera.

Presidente do CONTER, Manoel Benedito Viana Santos conta que as contribuições estão em fase final de avaliação e que a versão oficial do documento será encaminhada às autoridades competentes dentro dos próximos dias. “Recebemos centenas de opiniões e nossos especialistas estão computando cada uma delas. A proposta vai ser levada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) e ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), para discussão e deliberação ainda no primeiro semestre”, afirma.

O coordenador-geral de Políticas da Educação Profissional e Tecnológica (CGPE), Renato Braz de Araújo, marcou presença no seminário como representante do Ministério da Educação e reiterou a importância desta iniciativa. “É a primeira vez que um conselho federal convoca a comunidade acadêmica e apresenta uma proposta com tanta representatividade ao governo. Estamos entusiasmados com a iniciativa. Sem dúvidas, seremos sensíveis a esse consenso, para dar andamento a este trabalho, que foi tão cuidadosamente elaborado”, disse.

Segundo o professor Paulo Wollinger, que é membro da Conae, as diretrizes curriculares nacionais não se estabelecem como um documento rígido, tampouco inflexível. “A comunidade acadêmica pode ficar tranquila, pois as novas diretrizes respeitam a autonomia universitária e estimulam o debate científico. Nossa intenção é apresentar os indicativos de uma educação de qualidade, para que as instituições construam uma formação emancipadora”, assegurou.

O professor Salomão de Souza Melo, do Ceará, atua na educação há mais de 25 anos e considera que a proposta do CONTER tem potencial para resolver o problema da formação, inclusive, fora do país. “Participo das discussões com os países do Mercosul e estamos buscando construir uma formação comum, para permitir o trânsito dos profissionais das técnicas radiológicas na região. Vamos dar um salto de qualidade com esta contribuição brasileira”, disse.

 

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